FC Porto
INZONE
Estádio do Dragão, desde 2024
Sala, zona intermédia e bancada, com terapeuta ocupacional em cada jogo. O modelo mais próximo do que propomos.
Ver fotografias da salaMuitas pessoas autistas ou com deficiência profunda, e sócios mais velhos com demência, não conseguem estar numa bancada com 60 mil adeptos. Propomos uma sala sensorial no Estádio da Luz, a funcionar até junho de 2027, para que possam ver o Benfica ao vivo, com a família.
Experimenta o modo calmo: a página fica escura, sem vermelho e sem nada a mexer. É o que uma sala sensorial faz num dia de jogo.
Um dia de jogo é ruído, luzes, foguetes, filas e milhares de pessoas muito perto. Para quem processa estímulos de forma diferente, ou já não consegue orientar-se numa multidão, isto pode levar a uma crise e a sair antes do intervalo, ou a nunca chegar a ir.
Uma sala sensorial é um espaço com som e luz controlados e vista para o relvado. A pessoa e quem a acompanha veem o jogo ao seu ritmo, com um terapeuta por perto, e podem sair para a bancada quando se sentirem preparadas.
Para qualquer benfiquista, de qualquer idade, que não consegue estar na bancada por causa do ruído, da multidão ou da falta de orientação, e para a família que o acompanha.
Não é preciso diagnóstico formal. Antes do primeiro jogo, um terapeuta fala com a família para perceber se a sala é a resposta certa. Estudos portugueses estimam que entre 0,5% e 1% das crianças em idade escolar são autistas (Região Centro, 2023; Açores, 2025): entre os adeptos do Benfica, são milhares de famílias.
O FC Porto e o Sporting já têm espaços adaptados nos seus estádios. Na Luz, a acessibilidade existente é sobretudo física.
| Clube | Espaço | Desde | Como funciona |
|---|---|---|---|
| FC Porto | INZONE: sala, zona intermédia e bancada | Fevereiro de 2024 | Terapeuta ocupacional em cada jogo, 5 a 6 famílias, bilhete ao preço normal. Já recebeu cerca de 200 famílias. |
| Sporting | The Green Box: camarote adaptado | Janeiro de 2025 | Parceria da Fundação Sporting com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para pessoas com deficiência, surdas e neurodivergentes. |
| Benfica | Ainda não existe | — | Rampas, elevadores e lugares para cadeiras de rodas, mas nenhum espaço sensorial. |
O Sunderland abre a primeira sala sensorial num estádio de futebol, por iniciativa de uma família de adeptos.
A Premier League e a BT criam financiamento para salas nos 20 clubes.
O Watford abre uma sala que esgota em todos os jogos; cinco crianças passaram depois para a bancada. O Arsenal segue o exemplo.
O Manchester City abre a sua sala depois de quatro jogos-piloto. O Arminia Bielefeld converte dois camarotes.
O Mundial do Qatar tem salas sensoriais em três estádios.
O Real Betis abre a primeira sala em Espanha.
O FC Porto abre a INZONE. A UEFA lança em Lisboa as suas diretrizes de acessibilidade, com um capítulo sobre salas sensoriais.
O Sporting abre a The Green Box. A UEFA usa uma sala sensorial em Alvalade na final da Liga dos Campeões feminina.
O Betis e a federação espanhola abrem uma nova sala em La Cartuja.
O Estádio da Luz?
Luz suave, som controlado, materiais para regular e um canto para se recolher. Estas fotografias mostram o tipo de espaço e de equipamento que propomos para a Luz.
As fotografias destas salas pertencem aos clubes e aos jornais que as publicaram. Cada cartão leva diretamente às imagens na fonte original.
FC Porto
Estádio do Dragão, desde 2024
Sala, zona intermédia e bancada, com terapeuta ocupacional em cada jogo. O modelo mais próximo do que propomos.
Ver fotografias da salaSporting
Estádio José Alvalade, desde 2025
Camarote adaptado para pessoas com deficiência, surdas e neurodivergentes, com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Ver fotografias da salaReal Betis
Benito Villamarín (2023) e La Cartuja (2026)
A primeira de Espanha. Vista para o jogo atrás de vidro, luz regulável e lugares cedidos à Autismo Sevilla.
Ver fotografias da salaManchester City
Etihad Stadium, desde 2019
Sala multissensorial com vista total para o relvado e varanda privada na bancada. Usada por escolas fora dos dias de jogo.
Ver fotografias da salaWatford
Vicarage Road, desde 2017
Esgotada em todos os jogos, com um custo de cerca de 17 000 libras. Cinco crianças passaram depois para a bancada.
Ver fotografias da salaArminia Bielefeld
Bielefeld, desde 2019
Dois camarotes convertidos para até cinco adeptos autistas e acompanhantes, com uma sala Snoezelen ao lado.
Ver fotografias da salaMilwaukee Bucks
Milwaukee, Estados Unidos
Primeira arena da NBA com duas salas sensoriais e 800 trabalhadores formados para reconhecer sobrecarga sensorial.
Ver fotografias da salaPhiladelphia Eagles
Lincoln Financial Field, Filadélfia, desde 2019
Primeira equipa da NFL com sala sensorial no estádio: cerca de 46 m², criada com o Hospital Pediátrico de Filadélfia e a KultureCity.
Ver fotografias da salaPalmeiras
São Paulo, Brasil
Sala sensorial que, nos dias sem jogo, funciona como clínica de terapia ocupacional, terapia da fala e psicologia.
Ver fotografias da salaA proposta inspira-se no modelo do FC Porto: começa-se na sala e avança-se para a bancada quando, e se, a pessoa quiser.
Insonorizada, com luz regulável, vista para o relvado, materiais de regulação e um terapeuta presente.
Um espaço exterior, entre a sala e a bancada, para sentir o ambiente aos poucos.
Lugares junto dos outros adeptos, com abafadores e acompanhamento.
Cada pessoa avança ao seu ritmo, ou fica na sala o jogo todo. No Dragão, há adeptos que começaram na sala e hoje têm lugar anual na bancada.
Imagens conceptuais geradas por inteligência artificial, como sugestão visual. Não representam um espaço que já exista no Estádio da Luz.
O dossier entregue à direção: análise do que existe em Portugal, na Europa e nos EUA, desenho da sala, modelo operacional, parceria universitária, orçamento, governação, calendário, riscos e as decisões pedidas.
É um prazo curto. Só é possível reconvertendo um espaço que já existe na Luz, como um camarote.
Aprovação pela direção e escolha do espaço.
Obra, equipamento e acordo com a universidade parceira. Formação das primeiras equipas.
Piloto com famílias convidadas nos últimos jogos em casa da época.
Balanço do piloto e abertura ao público em 2027/28.
Não. É uma proposta independente de adeptos, a apresentar à direção do clube.
Não. É para qualquer idade: crianças e adultos autistas, pessoas com deficiência profunda ou multideficiência e também sócios mais velhos com demência, que muitas vezes deixam de ir ao estádio. Ver para quem é a sala.
A sala do Watford custou cerca de 17 000 libras. Para a Luz, estimamos entre 75 000 e 163 000 euros de investimento inicial, incluindo tratamento acústico completo e adaptação a deficiência profunda, e entre 27 000 e 48 000 euros por época de funcionamento. O detalhe está na proposta completa.
A proposta prevê uma parceria com universidades, como o FC Porto fez com a Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, e apoio de patrocinadores ou da fundação do clube.
As salas de referência recebem 3 a 6 famílias por jogo. Por isso a proposta inclui também kits sensoriais e formação para todo o estádio.
Partilha uma ideia, a tua experiência ou a tua disponibilidade no formulário. Terapeutas, investigadores e associações são especialmente bem-vindos.
És familiar, cuidador, terapeuta, investigador ou adepto? O que sabes desta realidade vai ajudar a construir uma proposta melhor.
Podes contar uma experiência num jogo, sugerir um detalhe para a sala ou oferecer-te para ajudar. Este formulário serve também para qualquer contacto sobre o projeto.
Todas as informações deste site vêm das fontes abaixo, consultadas em outubro de 2026.